terça-feira, 22 de outubro de 2013

Biografia e Crônica: Fenando Sabino


                                                           

        Fernando Tavares Sabino,nasceu a 12 de outubro de 1923, Dia da Criança, em Belo Horizonte.aprender a ler com a mãe, ingressa no curso primário do Grupo Escolar Afonso Pena, tendo como colega Hélio Pellegrino, que já era seu amigo dos tempos do Jardim da Infância. Torna-se leitor compulsivo, de tal forma que mais de uma vez chega em casa com um galo na testa, por haver dado com a cabeça num poste ao caminhar de livro aberto diante dos olhos. Desde cedo revela sua inclinação para a música, ouvindo atentamente sua irmã e o pai ao piano.
      O autor faleceu dia 11 de outubro de 2004 na cidade do Rio de Janeiro. A seu pedido, seu epitáfio é o seguinte: "Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino".


Crônica:  A Última Crônica 

Esta crônica conta a história, de uma pessoa que esta em um  botequim da Gávea para tomar um café, nesse tempo que estava lá presencia uma cena um casal de negros  acaba de sentar-se, numa das últimas mesas, a compostura da humildade ,também acompanhados  pela presença de uma negrinha de  três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, a  negrinha contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente.São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Imediatamente põe-se a bater palmas, cantando discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..."Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa, a negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo.  O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
 E Fernando finaliza a crônica com essa frase: Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."


Crônica completa:
http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/s-ult.html

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