O autor faleceu dia 11 de outubro de 2004 na cidade do Rio de Janeiro. A seu pedido, seu epitáfio é o seguinte: "Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino".
Crônica: A Última Crônica
Esta crônica conta a história, de uma pessoa que esta em um botequim da Gávea para tomar um café, nesse tempo que estava lá presencia uma cena um casal de negros acaba de sentar-se, numa das últimas mesas, a compostura da humildade ,também acompanhados pela presença de uma negrinha de três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, a negrinha contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente.São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Imediatamente põe-se a bater palmas, cantando discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..."Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa, a negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
E Fernando finaliza a crônica com essa frase: Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
Crônica completa:
http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/s-ult.html
E Fernando finaliza a crônica com essa frase: Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
Crônica completa:
http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/s-ult.html

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